sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Ao STF, defesa cita Jesus e Judas e diz que Azeredo teria sido traído.

Ex-deputado Eduardo Azeredo
Na defesa final entregue nesta quinta-feira (27) ao Supremo Tribunal Federal, o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG), réu na ação penal do mensalão tucano, cita Jesus e Judas ao afirmar que não teve ciência de supostos crimes cometidos em sua campanha à reeleição para governador de Minas Gerais em 1998.

Ele é acusado de desviar recursos públicos para angariar dinheiro para sua disputa eleitoral. De acordo com a defesa, Azeredo estava ocupado com a gestão do estado e não tinha tempo para cuidar pessoalmente da campanha. Por isso, teria outorgado uma procuração dando amplos poderes para que Claudio Roberto Mourão Carvalho, um de seus secretários na época, administrasse financeiramente a campanha.

Conforme as alegações finais de Azeredo, os supostos empréstimos fraudulentos e desvios de recursos denunciados pelo Ministério Público Federal teriam sido cometidos pelo secretário sem que o então governador tivesse ciência dos delitos.

“Denúncia e alegações finais acentuam que Claudio Mourão era homem de extrema confiança de Eduardo Azeredo. Para ficar apenas na era cristã, lembre-se de Jesus e Judas. A quebra de confiança, lamentavelmente, é da índole humana”, diz o documento protocolado no STF e assinado pelo advogado Gerardo Grossi.

Nenhum comentário:

Postar um comentário