quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Prefeito de Natal discute com grevistas no meio da rua.

Prefeito desceu do carro e discutiu com grevistas (Foto: Claudio Abdon)

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), discutiu com grevistas no meio da rua na manhã desta quarta-feira (30). O fato aconteceu na rua Ulysses Caldas onde fica o Palácio Felipe Camarão, sede da prefeitura. Os grevistas caminhavam pela avenida Rio Branco quando perceberam que o carro do prefeito estava parado no semáforo. Os manifestantes se aproximaram e abordaram o prefeito.

O secretário chefe do Gabinete Civil, Sávio Hackradt, que estava com o prefeito no momento do fato, afirmou que os manifestantes impediram o prefeito de se locomover na cidade. Segundo ele, o prefeito deixou o Palácio Felipe Camarão porque tem uma viagem para Brasília agendada para esta quarta-feira (30). “No sinal alguns manifestantes se colocaram na frente do carro para impedir a passagem do prefeito. Ele desceu para pedir que eles saíssem já que ele tinha uma viagem agendada”, disse.De acordo com a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sindsaúde/RN), Célia Dantas, um grupo de trabalhadores percebeu que o carro do prefeito estava parado no sinal e tentou abordá-lo “para tentar marcar uma audiência”. “O prefeito não gostou de ser abordado, desceu do carro e tentou tomar as bandeiras dos manifestantes”, disse.

Hackradt negou que os manifestantes tenham abordado o prefeito para marcar uma audiência. “Em nenhum momento falou-se em marcar audiência. Além disso, é preciso convir que alí não era o local mais adequado para se pedir uma audiência com o prefeito. Existe uma mesa de negociação da greve e o prefeito já recebeu a comissão dos sindicalistas várias vezes”, informou. Ele explicou que a confusão só acabou quando os próprios manifestantes pediram para os outros se retirarem. “Um grupo de manifestantes começou a falar para deixarem o prefeito passar e os outros foram se retirando”, contou.

A diretora do Sindsaúde diz que desde o início da greve, em 15 de outubro, as negociações não avançaram e que, apesar da prorrogação do estado de calamidade pública na saúde municipal, as condições de atendimentos nas unidades de saúde continuam precárias. Os grevistas seguiram para a frente da sede da prefeitura onde continuaram a manifestação.


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