quarta-feira, 25 de maio de 2016

Senadores pedem à PGR medidas para evitar volta de Jucá a ministério.

Um grupo de 15 senadores de PT, PC do B, PPS, Rede e PDT apresentaram nesta terça-feira (24) uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o órgão adote “providências cautelares” para impedir que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) volte a ocupar, "futuramente", o cargo de ministro do Planejamento. Eles também pedem para a PGR abrir processo para apurar se Jucá tentou barrar investigação.

Na segunda-feira (23), o jornal “Folha de S. Paulo” divulgou um diálogo entre Jucá e o ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, no qual o senador sugere um "pacto" para tentar barrar a operação Lava Jato. Jucá é um dos investigados na operação.

Após a divulgação do diálogo, Jucá pediu demissão do cargo de ministro do Planejamento. A exoneração do peemedebistafoi publicada na edição desta terça do “Diário Oficial da União”. Com a exoneração, Jucá voltou a exercer atividade parlamentar.

“[Os senadores] pedem, a vossa excelência [Rodrigo Janot], sem prejuízo das investigações necessárias, que adote as providências cautelares necessárias, a fim de obstar, futuramente, o exercício das atribuições de Ministro do Planejamento por sua excelência o senador Romero Jucá”, diz a representação.

Nesta terça, mais cedo, o PDT apresentou ao Conselho de Ética do Senado representação para que o colegiado abra procedimento disciplinar para investigar suposta quebra de decoro do Jucá. O documento é assinado pelo presidente da sigla, Carlos Lupi, e foi entregue pelo senador Telmário Mota (PDT-RR), primeiro vice-líder do partido na Casa. Com a representação, o conselho pode abrir processo capaz de resultar em punição que varia desde advertência até a perda do mandato.

Nesta terça, durante pronunciamento na sessão do Congresso, Romero Jucá disse que Temer “pediu” que ele continuasse no ministério. O senador disse ainda que apenas se afastou do cargo enquanto o Ministério Público não se pronuncia sobre o vazamento do áudio.

“Não cometi nenhum ato de irregularidade. O presidente Michel Temer pediu que eu continuasse no Ministério, mas entendi que [deveria pedir afastamento], para que as coisas sejam esclarecidas e para evitar exatamente esse tipo de manifestação atrasada, irresponsável e babaca de algumas pessoas. [...] E falei com o presidente Michel: eu me afastei do ministério enquanto a Procuradoria-Geral da República não responder a essa questão”, contou Jucá.

Sem especificar quais locais, os senadores ainda pedem à PGR que impeça Jucá, ao exercer as atividades de senador, de “frequentar determinados lugares; ou que venha a se valer do exercício da função pública de congressista para, por qualquer meio, obstaculizar a operação Lava Jato”.

Assinam a representação os senadores Humberto Costa (PT-PE), Ângela Portela (PT-RR), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), José Pimentel (PT-CE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Paulo Rocha (PT-PA), Regina Sousa (PT-PI), Paulo Paim (PT-RS), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), Telmário Mota (PDT-RR), Cristovam Buarque (PPS-DF), Reguffe (sem partido-DF) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

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