domingo, 8 de maio de 2016

PGR denuncia senadora Gleisi Hoffmann e ex-ministro Paulo Bernardo na Lava Jato.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) e o seu marido Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento no governo Lula e das Comunicações no governo Dilma. Os dois são acusados pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, nas investigações da Lava Jato.

De acordo com as investigaSegundo a acusação, o casal teria recebido para a campanha da senadora em 2010 R$ 1 milhão em propina através de um esquema de corrupção da Petrobras.

A senadora e o ex-ministro foram citados nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Um novo delator, Antônio Carlos Pieruccini, afirmou que o dinheiro foi transportado, em espécie, de São Paulo para Curitiba, em quatro viagens e que teria sido entregue a Ernesto Kugler, empresário ligado ao casal e que também foi denunciado.

O ministro do STF, Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo, deverá analisar a denúncia e levar o caso para a segunda turma do tribunal, composta por cinco integrantes.

Por meio de notas, os advogados Rodrigo Mudrovitsch e Veronica Abdala Sterman, responsáveis pela defesa da senadora e de seu marido, afirmaram que as “provas no inquérito comprovam que não houve solicitação, entrega ou recebimento de nenhum valor por parte da senadora” e que as “referências ao ex-ministro Paulo Bernardo na denúncia baseiam-se em declarações contraditórias e inverossímeis”.

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Nota da defesa da senadora Gleisi Hoffmann:

É com inconformismo que recebemos a notícia de que o PGR apresentou denúncia em desfavor da senadora Gleisi Hoffmann.

Todas as provas que constam no inquérito comprovam que não houve solicitação, entrega ou recebimento de nenhum valor por parte da Senadora. A denúncia sequer aponta qualquer ato concreto cometido. Baseia-se apenas em especulações que não são compatíveis com o que se espera de uma acusação penal.

São inúmeras as contradições nos depoimentos dos delatores que embasam a denúncia, as quais tiram toda a credibilidade das supostas delações. Um deles apresentou, nada mais, nada menos, do que seis versões diferentes para esses fatos, o que comprova ainda mais que eles não existiram.

Ao apagar das luzes, depois de um ano e meio da abertura do inquérito, uma terceira pessoa aparece disposta a dizer que teria realizado a suposta entrega de valores, numa nova versão que foge de qualquer raciocínio lógico. Vale lembrar que esta pessoa é amigo/sócio/ funcionário de Alberto Youssef, o que comprova ainda mais a fragilidade das provas e se vale do mesmo advogado de Alberto Youssef para fazer sua delação.

Nota da defesa de Paulo Bernardo:

As referências ao ex-ministro Paulo Bernardo na denúncia baseiam-se em declarações contraditórias e inverossímeis. Não houve qualquer envolvimento dele com os fatos narrados na denúncia. Demonstraremos isso com veemência e acreditamos que a denúncia não pode ser recebida.

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