sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

José Dias: “Não acredito que o Tesouro Nacional autorize o empréstimo do Governo do Estado junto ao Banco do Brasil. E a culpa é da Casa Civil”.

Desde a semana passada, existem rumores entre auxiliares do próprio Governo do Estado, dando conta de que a Secretariado Tesouro Nacional não vai autorizar a liberação do empréstimo de R$ 850 milhões para o Governo do Estado, aprovado pela Assembleia Legislativa, inclusive, com emendas de deputados estaduais, a exceção do deputado José Dias (PSD).

Na Assembleia Legislativa, os deputados estaduais procurados pelo blog ainda não sabem nada a respeito do assunto, nem José Dias, apesar de que, em suas previsões, o Tesouro Nacional realmente não vai autorizar o empréstimo da forma que o projeto foi elaborado pela Casa Civil do Governo do Estado.

“Se acontecer isto; e eu acredito que realmente vai acontecer do Tesouro Nacional não liberar o empréstimo da forma como o projeto foi feito pela Casa Civil do Governo do Estado e votado pela Assembleia, o problema não foi criado pelos deputados, mas pela Casa Civil”, opina José Dias.

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José Dias, ainda filiado ao PSD, mas rompido com o governador Robinson Faria, complementa a informação repassada com exclusividade ao blog: “Havia um entendimento conosco de que no Projeto haveria a destinação para as contrapartidas de obras importantes para o Rio Grande do Norte. Foi isso que nós dialogamos com o Banco do Brasil juntamente com o ex-presidente Ricardo Motta, ainda antes de Robinson tomar posse como governador, e depois disso, nós três (Eu, Ricardo e Robinson), conversamos com o Banco seguindo o mesmo entendimento. O consultor do Estado, Dr. Eduardo Nobre elaborou o projeto baseado nas conversas que tivemos com o Banco do Brasil, mas aí a Casa Civil bagunçou o que tínhamos feito e nós fomos desautorizados”.

Quando o Projeto do Empréstimo chegou à Assembleia, trazendo a proposta de obras em vez das contrapartidas, diferente do elaborado pelo Dr. Eduardo Nobre e do que foi dialogado com o Banco do Brasil, Dias logo reconheceu que não daria certo. “Eu sabia tanto que o empréstimo não ia ser liberado que eu decidi não apresentar nenhuma emenda. E fui único. Mas os meus colegas estavam certos em apresentar emendas, já que o projeto permitiu, após as modificações feitas pela Casa Civil do Governo do Estado, como me disse o Dr. Eduardo Nobre”, ressalta Dias.

“Não acredito que o Tesouro Nacional libere o empréstimo”, finaliza José Dias.

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